Eu odeio Ele

Eu odeio Ele – Capítulo 22

“Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim?'” (Romanos 9:20)

Com a cabeça encostada em seu peito ouvia seu coração bater, quando um questionamento me ocorreu.

– Qual o seu nome?

Ele deu uma risada e disse:

– Fumaça, já não sabe?  

– Quero saber seu nome verdadeiro.

Ele me encarou e eu sustentei o olhar, como sempre, parecia que podia ler meus pensamentos.

– Mateus.

– Uau.

– Que foi? É feio?

– Não, você só não tem cara de Mateus.

– E tenho cara de que? Fernando? Marcos?

– Não! Você tem cara de Fumaça, por falar nisso, quem te deu esse apelido.

Ele se fechou na hora e respondeu:

– Minha mãe.

– O que aconteceu com sua mãe, Fumaça? – Na hora em que as palavras saíram me arrependi.

– Ela morreu.

– Como? – Coloquei a mão em seu queixo e virei seu rosto para o meu, queria que visse que não me importava o quão terrível fosse a história, eu só queria conhecê-lo.

– Eu a matei – ele disse, sem olhar diretamente para mim e me afastei de uma vez.

– O quê?

– Você não queria saber? Eu a matei.

– Para com isso, você está me assustando – disse, com a voz trêmula.

– É verdade! Não só ela, meu pai também.

Ele tinha uma escuridão no olhar que me fez ter medo como nunca tinha sentindo.

– Como? – Sussurrei.

– Um dia eu cheguei da escola e ele estava batendo nela, como acontecia todos os dias em que ele bebia, não aguentei mais ver aquilo e parti para cima dele. Nos atracamos por um tempo até que me soltei dele, fui até a cozinha, peguei fósforo e álcool e o incendiei – ele falava com uma frieza tão grande que me fez querer sair dali correndo, do que mais ele seria capaz? – ela não aguentou vê o marido pegando fogo e foi socorrer, cinco minutos depois a casa inteira estava incendiando e eu fugi.  

– É mentira você não fez isso…

– Eu fiz, Priscila, e por isso para mim não tem mais jeito, entendeu? – Ele gritou e eu pulei da cama. – Onde você vai?

– Ficar bem longe de você – respondi e fui para sala. Eu tremia da cabeça aos pés, ele não tinha alma como eu havia imaginado, era um seco, um perdido que tinha matado os próprios pais e não se arrependia. Desejei ficar o mais longe possível dele e assim, eu fiz.

Continua…

Por essa vocês não esperavam, né? ;0

No lugar da Priscila, o que você faria: Entregaria o Fumaça pra polícia ou apenas fugiria dele?

Terça-feira (9) vamos descobrir o que ela fez. 

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