Eu odeio Ele

Eu odeio Ele – Capítulo 25

Vamos a um capítulo especial de feriado? 😉

Ah! Lembrando que se você é novo (a) por aqui, clique aqui , antes que você tome spoiler 😉 

“…Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6:23)

– Está tudo bem com você? – O policial mais velho perguntou.

– Sim, ele morreu?

– Provavelmente sim. – Respondeu o salvador. – E seu namorado parece não ter muitas chances – lamentou.

– Por favor, vocês precisam ajudá-lo.

– Ricardo liga para emergência, agora. – De cara percebi duas coisas: o nome do Chapolin Colorado era Ricardo, e o homem robusto e baixo era seu superior.

– Priscila, seus pais estão vindo, vai ficar tudo bem. – Pela segunda vez na minha vida um estranho sabia meu nome, mas diante da situação, isso não importava, eu só queria que o Fumaça dissesse, mesmo com dificuldade que tudo ia ficar bem.

– Aguenta firme. – Percebi que era minha vez de dizer que tudo ia acabar bem, mas por algum motivo não consegui.   

– Priscila… – Chamou com dificuldade, seus olhos abriam e fechavam lentamente.

– Shiu… Não fala nada…

– Tá doendo. – Sua fragilidade partiu meu coração e tudo o que eu pensava era em acabar com seu sofrimento. Abracei ele como se isso fosse fazer a dor parar. Agarrei-me em seu pescoço, como se sua vida dependesse disso.

– Eu sei, mas vai passa, você só precisa ser forte.

– Me… Me perd…oa? – Seu semblante era de completo sofrimento e isso fazia uma áurea de escuridão pairar sobre nós. Não havia esperança.

– Fumaça, por favor, nem pense em me deixar. – Tentei não soar desesperada, mas foi impossível.

– Você pod…pode me perd… perdoar? 

– Sim! – Murmurei, entre lágrimas e soluços, em seu ouvido. – Eu vou te ajudar, prometo.

– Você foi a mel… melhor coisa… – ele parecia parar para puxar o ar – que me aconteceu.

– Fumaça, por favor…

Não sei quando exatamente, mas a Marli chegou e estava de joelhos, do nosso lado. Os olhos dele se voltaram para ela.

– Estou com… medo. – Pensei que falava comigo, mas não.

– Não precisa ficar, lembra do que te falei uma vez? – Ele assentiu, com muita dificuldade.  – Você consegue. – Ela encorajou e confesso que senti ciúmes daquele diálogo. Quem ela pensava que era para roubar aqueles preciosos momentos com o Fumaça?

Abri a boca para dizer mais uma vez que ele ia ficar vivo, mas fechei quando ele me olhou com os olhos quase fechados e a boca trêmula.

Não conseguia para de analisá-lo, não podia aceitar que nunca mais o veria com raiva, com ódio e com paixão. As lágrimas estavam me consumido. Coloquei meu rosto novamente em seu pescoço, eu estava em pânico.

Com a mão sobre seu coração, senti quando ele, aos poucos, foi parando de bater, e junto desligou metade do meu.

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