Crônicas

A verdade por trás da briga do pijama

Tudo começou com um simples pijama. Rita e Samuel passaram de casal normal para inimigos no instante em que ela quis comprar uma roupa de dormir para dar de presente a sua mãe, e ele resolveu se meter e sugerir outro presente.

– Eu sei o que minha mãe gosta de ganhar, Samuel!  – Afirmou Rita, diante da vendedora, sem fazer questão de esconder o tom irritadíssimo.

– Você não sabe de nada, Rita, ninguém gosta de ganhar presente repetido. Você já deu umas 5 camisolas para sua mãe. Tem como variar um pouco?

– Mas é minha mãe, ela gosta de pijamas e eu dou o que eu quiser, você não tem que se meter!

– Mas eu me meto, porque sou seu marido e não quero que você passe ridículo diante da sua família!

A confusão estava armada dentro da loja e um pequeno grupo de vendedoras se formava ao redor do casal. A moça que os auxiliava na compra, pensou em intervir, mas lembrou do sábio ditado que diz “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”.

– Quem paga sou eu, então eu passo ridículo quantas vezes quiser! Vou levar a porcaria do pijama! – Rita pegou a peça e colou ao peito, como se aquilo fosse um tesouro e ela precisasse proteger.

– Não vai não! – Samuel tentou puxar a roupa da mão da esposa, mas nesse instante levou um empurrão dela e precisou se equilibrar para não cair.

– Minha mãe é uma colecionadora de pijamas e eu vou dar quantos quiser até ela morrer! – A voz de Rita já podia ser ouvida nas lojas vizinhas e mais pessoas se aproximavam para assistir de perto o espetáculo. Alguém gritou para chamarem o segurança, mas ninguém se moveu.

Depois de muitos gritos, ofensas e anos de raiva reprimida, Rita venceu a briga e levou o pijama. Samuel saiu da loja ao seu lado, revoltado com a derrota e prometendo que aquela seria a última vez que interviria. Se a esposa quisesse, que comprasse todos as camisolas do mundo para a mãe.

O problema da discussão não foi a interferência na compra, mas sim, o fato de Samuel ter achado que a mulher ia aceitar de bom grado ouvir que não tinha razão.

 

 

 

 

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