Meu anjo da guarda

Meu anjo da guarda – Capítulo 2


Naquela noite específica íamos comemorar o fechamento de um contrato caríssimo que meu pai tinha fechado com a Deah. O acordo milionário tirou a Art’Ferri de um longo período à beira da falência, e o melhor de tudo isso era a carta na manga que Santiago Ferri tinha: a Deah é uma empresa de roupas para jovens super conceituada internacionalmente, que estava vindo pela primeira vez ao Brasil. O slogan deles é “Vista-se como se fosse a última vez”.

Quando chegamos, a festa já tinha começado e meus pais já abriam os dentes para as câmeras. 

– É melhor irmos logo fazer pose. – Falei para o Artur, que já dava indícios de sair do meu lado. 

– Eu não estou a fim, Gabriela, marquei com a Manuela e não posso atrasar, você sabe como ela pira com isso. – Meu irmão resmungou, o que aliás ele vinha fazendo muito ultimamente. Parece que o pragmatismo da namorada tinha sido transferido pra ele. Esse era um dos muitos motivos pelos quais eu não gostava dela. A Manuela não tinha tirado de mim apenas companhia do meu irmão, ela tinha mudado ele. 

– Só uma foto e vazamos, Artur. – Insistir, eu não ia encarar sozinha aquele teatro de família feliz, não estava com ânimo pra isso, ainda mais tendo que ignorar a sensação de angústia, que tinha piorado depois da visita do Trix. Ele só dizia que ia ficar do meu lado quando algo muito ruim estava prestes a acontecer. 

 

O Artur suspirou diante dos meus olhos suplicantes e me puxou pelo braço para encontrarmos de vez nossos pais. Como tinham vários repórteres ao redor deles, ficamos de lado até minha mãe nos ver e acenar, dando o aval para nos aproximarmos. 

Coloquei minha mente no modo automático e pousei ao lado da minha famílias para as milhares de fotos. Fiz também alguns storys falando que já estava na festa e mostrando um pouco a decoração do local. Quando meu pai viu que eu estava com o celular na mão, se aproximou e me abraçou por trás, ficando na mesma visão da câmera. 

– Você tá estragando meu story, pai!! – Brinquei e ele deu uma risada. 

– As pessoas vão pensar que eu faço você passar vergonha, filha. – Argumentou, ainda me segurando com carinho. 

– E não faz? – Dei um meio sorriso, o suficiente para ele perceber a verdade em minhas palavras. Encerrei a gravação e ele me soltou, sem me encarar. Antes de se afastar sussurrou:

– Vê se não faz besteira e segura seu irmão. 

Sentindo o nojo crescer dentro de mim. Se eu já odeio meus pais, nessas ocasiões esse sentimento triplica. É o momento deles, minha mãe começa o teatro “eu sou a mãe perfeita e tenho os melhores filhos do mundo” e meu pai lembra da minha existência e do Artur. Ás vezes a sensação que eu tenho é de que não passamos de troféus. A ideia de família perfeita é mais real quando se tem filhos.

Procurei minha mãe com os olhos e vi que estava distribuindo sorrisos para as amigas. Era a oportunidade perfeita pra mim fazer o mesmo que o Artur, vazar. 

Peguei uma taça de champanhe assim que o garçom passou na minha frente e bebi toda de uma vez. Até chegar na mesa que a Isabel estava eu já tinha colocado tomado duas taças. 

Minha amiga estava sentada em uma mesa com 4 pessoas que eu não conhecia. Ela conversava alegremente com eles, como se fossem amigos há anos. 

Me aproximei e meio retraída chamei a Isabel.

– Amiga? 

– Oi Gabriela! – Ela levantou de uma vez e me abraçou, como se eu tivesse chegado de uma longa viagem. – Que saudade de você! – Minha amiga costuma ser exagerada, principalmente na frente de outras pessoas e isso me irrita. 

– Deixa disso, Isabel. – Repreendi, me saindo do abraço. 

– Deixa eu te apresentar o pessoal. – E então, pela primeira vez eu olhei para as pessoas na mesa. – Esse é o Jônatas Dantas, ele tem uma empresa de Marketing digital, e trabalha com seu pai, essa é a Rute, esposa dele, e esse – percebi um suspiro satisfeito quando minha amiga se virou para o garoto na mesa –, é o Roberto, filho deles. 

A Isabel levou alguns segundos olhando para o garoto e só depois de alguém na mesa pigarrear, ela continuou as apresentações. 

– E esse outro aqui é o Mateus, também filho deles. 

– Boa noite. – Falei, sem realmente abrir a boca. 

– Olá, Gabriela! – Responderam os 4. O fato deles saberem o meu nome não causou nenhuma estranheza, mas o que se seguiu depois, sim. A tal da Rute levantou de uma vez e veio me dar um abraço, me pegando totalmente desprevenida e despertando minha raiva. Eu odiava abraços ou qualquer tipo de proximidade com outro humano que não tivesse o intuito de me trazer prazer. 

Tentei disfarçar o susto e coloquei meus braços tímidos ao redor dela, quando abriu a boca pra dizer que conhecia minha mãe. 

– Como você cresceu, sua mãe parou de mandar fotos suas quando você fez 10 anos. Fomos amigas na faculdade e não perdemos o contato. – Ela explicou, ao ver minha cara confusa. 

– Ah, legal. – Respondi, tentando evitar o desdém. Se ela fosse fazer fofoca pra minha mãe que eu tinha sido mal educada, Rosemary Santiago não me perdoaria nunca por tê-la envergonhado diante dos amigos. 

– Senta, amiga. – Ordenou a Isabel, e eu obedeci. 

– Festa legal, seus pais que estão dando? – Por um momento tive dúvida se ele estava falando comigo mesmo, mas então percebi que todos os olhares na mesa se voltaram para mim e tive certeza que o garoto de cabelo em tom de mel, ondulado, com os olhos de um castanho tão claro que eu achei ser verde e um rosto perfeitamente desenhado em uma forma triangular estava falando comigo. 

– Hum rum… – Respondi, sem graça, eu ainda o analisava. Quando ele fez menção de que ia fazer mais alguma pergunta, eu bebi um pouco de água do copo da Isabel. Ele não era só lindo, era meio… sei lá, estranho, de um jeito bom. Tinha um brilho no rosto que não dava vontade de parar de olhar. Seus olhos eram do tamanho de uma moeda de 25 centavos, e pareciam ser capaz de ler minha alma. 

Voltei minha atenção para os salgadinhos de camarão que estavam na minha frente. Aquela intensidade de olhar me incomodava. 

– Seu pai se superou dessa vez, amiga! – A Isabel tentou colocar algum assunto na mesa. 

– Você sempre diz isso! – Falei irritada. Eu odiava quando a Isabel ficava afetada daquele jeito, com a voz fanhosa e irritante. Ela achava que era lindo e charmoso, só pra impressionar algum menino. 

Isso nunca funciona, só quando o garoto quer sexo, ou apenas dá uns amassos. Olhei de relance para o Roberto, para ver se o joguinho da Isabel estava funcionando, mas ele mexia no celular, muito concentrado. Quando ia voltar a olhar para os salgadinhos, fui pega de surpresa com o Mateus me encarando. Bebi mais água e fiz sinal para o garçom, eu precisava de uma bebida. 

– Alguém mais quer alguma coisa? – Perguntei, meio envergonhada quando percebi que eu era a única a pegar a taça de champanhe. 

– Não bebemos. – A Rute disse, meio sem graça. 

– Abandonamos esse hábito há alguns anos. – O Jônatas complementou, e eu olhei para eles com os olhos arregalados. 

– Eu também passo, amiga, estou fugindo de álcool, não é legal para jovens da nossa idade. – Boquiaberta estava, mais ainda fiquei, com aquela declaração. Dois dias antes, a Isabel tinha dormido lá em casa porque bebeu tanto na balada que não tinha condições de andar sozinha de Uber. 

– Achei que você bebia. – A observação do Mateus quebrou o clima estranho da mesa, e eu dei um sorrisinho disfarçado e o Roberto voltou a atenção para nossa conversa. 

– Eu? Tenho cara de alcoólatra, por acaso? – A Isabel se fingiu de ofendida, mas tudo não passava de técnica para chamar a atenção do garoto. 

– Claro que não! – O Mateus não parecia nem um pouco arrependido do que tinha dito. – Só tive a impressão de ter visto você pegar uma taça de champanhe quando cheguei. – Enquanto a Isabel tomava um copo de água de uma vez, fingindo está chocada com aquela acusação, o garoto me deu um sorriso cúmplice e eu assenti levemente a cabeça, enquanto dava um gole no meu próprio líquido para disfarçar a vontade de rir. A Isabel nunca me perdoaria. 

– Eu tava pegando para o meu pai. – Mentiu. Eduardo Valle não frequentava as festas dadas pelo meu pai, corrigindo, ele não frequentava lugar nenhum que sua filha estivesse, já que vivia viajando. 

– Se você bebe, fique à vontade, não nos incomodamos. – Disse o irmão que parecia mais velho, e a Isabel aumentou o teatro. 

– Se eu bebesse não teria nenhum problema em esconder, Roberto, mas deixei esse hábito há algum tempo. Estou focada em cuidar da minha saúde. – A parte de cuidar da saúde era verdade. Minha amiga era neurótica com o peso e não comida uma grama a mais do que estivesse na dieta da nutri. Aliás, ás vezes ela deixava de comer até o que a médica passava. Já passou mal várias vezes com o estômago vazio. 

– Parece que vai começar. – O Jônatas nos alertou e todos voltamos a atenção para o palco montado no centro do salão. 

Sempre era o Marconi Maia, sócio do meu pai, que começava o discurso. Ele preparava o terreno para a grande entrada de Santiago Ferri. 

Para minha sorte, não precisei ouvir o começo do lenga lenga do Marconi, meu celular anunciou uma mensagem. Era minha mãe. 

20:00

Mãe: Cadê seu irmão? Não vejo ele em lugar nenhum. 

20:00 

N sei. 

20:01

Mãe: Seu pai vai pirar se ele não vier. 

Não respondi mais, eu não era babá do Artur. 

Em nome da Art’Ferri, eu dou as boas vindas a Death aqui no Brasil. Nós vamos fazer vocês babarem, como dizem os jovens.” O Marconi dizia quando voltei a me concentrar. 

Bebi mais um gole de champanhe e deduzi que teria que trocar para Uísque. Eu não conseguia ficar lúcida no mesmo ambiente que aquele homem. Eu o odiava. Tinha nojo do jeito que ele me olhava. Não suportava a falsidade que exalava na voz. Nada nele era verdadeiro, a não ser seu interesse nada disfarçado por garotas menores de idade.

 

Ele saiu do palco dando abraços e apertos de mãos em quem estava no seu caminho. Chamei o garçom novamente e dessa vez sussurrei para que me trouxesse a coisa mais forte que tinha. Era hora do discurso de Santiago Ferri. 

– Gabriela, dá para você parar de beber? – A Isabel perguntou no tom mais baixo que conseguiu. 

– Qual é o seu problema? – Devolvi. 

– Não quero que o Roberto e a família dele pense que ando com viciadas. – Sussurrou. 

– Mas você é uma! Bebe mais do que eu! 

– Não na frente de um gato desses que não toma um milímetro de álcool. Se controla. – Ordenou, e voltou sua atenção para o que meu pai falava. 

Quem ela pensava que era para me envolver em seus joguinhos? Se queria fingir ser quem não era só para dá uns pegar, que fingisse, mas não me metesse nisso. Só para contrariar e irritar minha amiga, quando o garçom chegou com o copo de Uísque, eu pedi que já deixasse o segundo preparado. 

A única coisa boa naquelas festas era isso: eu podia beber o quanto quisesse, ninguém perguntava minha idade. Todos sabiam quem eu era e sempre faziam o que eu queria. 

“Todo o sucesso da Art’Ferri eu devo à minha família. Minha esposa, Rosemary, e meus filhos são a minha base. Meu refúgio nos momento de tormenta. Minha calmaria nas tempestades. Minhas inspirações nos piores dias. Eu amo vocês.” 

Meu pai nos procurou com os olhos e quando nos encontrou levantou a taça que segurava, como se estivesse brindando com a gente. Minha mãe fugiu, aparentemente emocionada, e eu, bem, eu apenas bebi. 

Todos no salão deram uma salva de palmas, e isso fez com que eu bebesse de novo. Me perguntei o que diriam se soubessem quem Santiago Ferri era de verdade: um pai ausente, um marido infiel e um homem corrupto.  

Tudo começou a girar na minha frente. Senti uma ânsia de vômito e um desejo de sair correndo dali. Eu já tinha ouvido milhões de vezes aquelas palavras saindo da boca do meu pai, mas naquele dia era diferente. Eu estava de saco cheio daquela baboseira. Vivi minha vida inteira dentro do teatro que meus pais criaram de família feliz, mas de uns tempos para cá, eu tenho me sentido cansada de tudo isso. 

– Preciso sair daqui. – Falei, para ninguém em específico. 

– Onde você vai? – Tive dificuldade de ouvir a Isabel, já que agora meu pai recebia uma outra salva de palmas. – Amiga? 

– Dá uma volta. – Levantei, me sentindo tonta por conta do álcool, e ignorando os olhares curiosos das pessoas ao meu redor. 

Eu, de fato, não sabia para onde ia, mas quando encontrei um garçom no meio do caminho servindo o melhor uísque que meu pai tinha – o que ele sempre guardava para momentos como aquele, em que fechava um grande contrato –, e peguei duas doses. 

Bebi de uma vez, sentindo o líquido queimar minha garganta, e uma eletricidade percorreu todo o meu corpo. Me senti elétrica e agitada, como sempre acontece quando tomo uma bebida tão forte. 

“A Death é uma empresa que tem como público os jovens, e visa levar o melhor para eles, ajudá-los através dos seus produtos a conquistarem seus sonhos da melhor maneira possível. Eu fico muito honrado em trabalhar com vocês, já que tenho dois filhos adolescentes em casa e sei muito bem a dificuldade de criá-los com afinco para que trilhem o melhor caminho.” 

Não sei dizer qual palavra exata me fez ter aquelas atitudes. Talvez tenha sido o álcool, não sei. A questão é que com fogo nas veias e com ódio no coração eu fui capaz de fazer o que já queria há muito tempo: arrancar em público todas as máscaras do meu pai.  

– Gostaria de dizer algumas palavras, papai! – Falei, lutando contra o álcool, para que minha voz não saísse tão histérica. Todos os olhares no salão se voltaram para mim, não me intimidei, não hesitei, pelo menos não até encontrar o par de olhos da minha mãe me fazendo promessas silenciosas de que se eu estragasse tudo, iria me arrepender. 

– Minha filha, Gabriela, toda espontânea… – Meu pai disse, meio sem graça. Ele estava se borrando de medo do que eu ia falar. – É melhor deixarmos seu discurso para a próxima festa, os convidados estão famintos. 

– Nem pensar! Eu tenho muitas coisas para falar, e quero começar dizendo o quanto te admiro… – Eu já fui logo subindo no palco, tropecei da escada, mas consegui me equilibrar antes de cair. A cada passo eu ganhava mais confiança. Sabia que os seguranças não iriam se aproximar para não aumentar o escândalo. 

– Gabriela, não vamos fazer as pessoas pensarem que nossa família fala demais. – O tom era de aviso, mas só eu percebi, os demais deram risadas. Alguém gritou da plateia “Deixa a gatinha falar!”, e isso me encorajou. 

Quando cheguei ao lado do meu pai, percebi o quanto ele estava pálido. Me senti poderosa em afetá-lo tanto assim. Ele estava realmente com medo. Tomei o microfone de sua mão e quando abri a boca para contribuir com aquele show, meu pai teve uma crise de tosse. Bebeu um pouco do champanhe, mas não adiantou. 

Olhei pra ele pasma, eu não podia acreditar que ele tinha chegado a esse ponto só pra me calar. 

– Para com isso, pai! – Ordenei, com a boca longe do microfone. 

Um copo de água surgiu em sua frente, e meu pai jogou longe a taça que tinha na mão. Bebeu o novo líquido como se sua vida dependesse disso, e talvez dependesse mesmo. 

Minha raiva aumentou, ele estava tomando todo o meu show, cheguei mais perto dele, pronta para dá um tapa em suas costas, quando percebi que a tosse era grossa e profunda. O barulho era de alguém que estava se engasgando e perdendo completamente o ar. 

Depois de beber a água, ele levou as duas mãos para a garganta e me olhou com a duas bolas do olho arregaladas. Ele parecia pedir ajuda, mas eu simplesmente congelei. 

Alguém se aproximou e perguntou se estava tudo bem, meu pai tentou responder, mas não conseguiu. Um silêncio tomou conta do lugar, de repente tudo começou a acontecer em câmara lenta.

– Pai? – Talvez ele não estivesse fingindo, ninguém é capaz de fingir daquela forma, a tosse dá até pra fazer parecer real, mas a falta de ar, a palidez…. 

– Santiago? – A voz histérica era da minha mãe. 

Meu pai estava sentado no palco, ainda tentava respirar, sem sucesso. Um pequeno círculo se formou ao redor dele. O que acho mais engraçado nesses momentos é que todo mundo quer saber o que tá acontecendo, mas ninguém quer ajudar. É sempre assim. Se tem um acidente, os motoristas param o carro, mas ninguém chama a ambulância. É incrível como a miséria do outro atrai e paralisa. 

Copos de água surgiam do nada, minha mãe chorava, mas eu não conseguia entender o que dizia, alguém sensato mandou que chamassem a ambulância – me perguntei porque ele mesmo não fazia isso. 

Eu vi quando o Jônatas se aproximou e falou alguma coisa no ouvido do meu pai, eu não conseguia ouvir. Minha mente estava meio anestesiada, como se eu estivesse observando aquilo tudo de longe. 

Meu pai começou a babar, mas eu não fazia ideia do que fazer. Tentei dizer ao meu cérebro que aquilo devia ser um péssimo sinal, mas eu simplesmente não conseguia me mexer. 

De repente, as pessoas começaram a se dispersar. A Rute estava tocando no ombro da minha mãe a abraçando ela. Eu não entendi o que estava acontecendo, apesar de está com o rosto todo sujo de baba, meu pai ainda estava com os olhos abertos, então porque minha mãe chorava e todo mundo tinha o rosto pálido e assustado como se tivessem visto uma bruxa?

– Amiga? – Levei alguns segundos para identificar a Isabel do meu lado. Ela colocou a mão no meu ombro e ficou olhando pra mim. – Vem comigo?

– O quê? – Perguntei atônita. 

– Vamos sair daqui. – Ela pegou na minha mão e me puxou, só então percebi que eu havia me afastado do aglomerado de gente, eu tinha me arrastado até a parede. 

– O que aconteceu?

– Amiga, – a voz da Isabel era doce, e isso soou como enjoativo – seu pai morreu. 

Um calafrio percorreu todo o meu corpo. Era disse que o Trix estava falando mais cedo, foi por isso que ele apareceu depois de tantas semanas. Meu anjo amigo sabia que eu ia precisar do apoio dele, e muito.

 

Continua…

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